Friday, April 11, 2008

Sonho familiar

Hoje é 11 de abril de 2008
Estou na casa de Maira e sonhei com minha familia No sonho eu morava em uma fazenda, com muitos gramados, era recem casado com maira e minha familia materna, Cau, Jairo e filhos, Lu, Romeu e Cristina vieram passar em minha casa na fazenda em sp antes deles chegaram cecilia e tarta, os familiares de mamae chegaram em caminhonetes,

exaustos da viagem ainda se mostravam duros machos inflexiveis aos seus deveres de machos, suas mulheres, femeas, inflexiveis a suas mortalhas dde esposas, a cada gesto uma demostracao de apoio ao macho.

Acordei sem me preocupar, quase nao escrevia, sem associacoes me lembrei de meu analista,
e pensei o tanto que ele vem exercitando o peso financeiro em minha vida, acho que ele quer quebrar uma fleuma em mim, em fim tudo passa por dinheiro quando se trata de meu processo psicanalitico, ora concordo com ele, ora me dou conta que meu concordar é uma crensa na serpente mágica que trás o édem, quando o que é dito lá é tirado de circulação, ou reorganizado, ou o tanto de dinheiro que eu deixe la seja uma especie de aposta contra minha bancarrota, como se o dinheiro que eu pago me traga mais dinheiro.

e me ocorre maira, o tanto que gosto dela, e a patologia que vamos desenvolvendo juntos, sem conseguir fugir ao papel de marido e mulher, a posse, o território, o ciumes, a ameaça e o medo. penso em alguma estrategia para viver com menos medo e mais liberdade junto a ela, penso em seu pai, sua mae, e como tudo parece se encaixar, me sinto mais criativo, volto a me preocupar com o dinheiro, uma preocupação cínica, preocupar em arranjar mais dinheiro para bancar essa ciranda de vagabundagem. Mas e a criação, e a grande obra que vim fazer aqui, minha profecia última.

Tudo é jogo. Mas não devia ser. Penso nos recados da secretária eletrônica em volume alto, isso me lembra Faiga Ostrower ou antes Jung, o acaso na producao artística. Me lembra na cardoso na moto pensar em yoga, se é arte, ciência ou religião - no entanto esse texto é como a bucha, a estoupa ou o rechio de linguiça, o amido de milho, esse texto nào vale nada. esse texto não tem coração, é feito com algum desdem pela escrita e um todo amor pela produção, minha última grande produção é a cultura das fezes, vídeos, alimentos laxantes para mim e para os amigos, para as mulheres, e as práticas de yoga e finalmente o pensamento, que quando nao pensa em merda literalmente, se ocupa de merda, afazeres menores, se dispersa em um entrincado de burocracia, se perde em princípio. Estingo a reflexão.
Vejo como a lingua carrega essa abivalência do que vivemos, o que é dito ora é ora é seu contrário, ora acontece ora desacontece. Preciso me ver livre desse pensamento mágico.

1 Comments:

Blogger julijubis said...

"quem sabe antes de ficar paraplégico de um acidente de moto". Certa vez Sandro mesmo apontou, DECLARAÇÃO INFELIZ!!! é fácil tirar onda cheio de saúde. vida fácil essa. a comodidade de deixar-se vagar numa eterna nuvenzinha negra. auto-boicote é assunto. Como diria outra amiga: Isso é falta de uma boa lavagem de roupa suja. e ainda tem gente que lê e comenta.

April 15, 2008 at 8:41 AM  

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